Babilônia: Nabucodonosor, o Exílio de Judá e o Sonho da Estátua
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No final do século VII a.C., o enfraquecimento do império assírio abriu caminho para a revolta de Nabopolassar e, pouco depois, para a ascensão de Nabucodonosor II — o soberano que consolidou a Babilônia como a maior potência do Oriente Próximo após a vitória em Carquemis. Neste episódio do Desde os Dias Antigos acompanhamos a reorganização do império, o esplendor do Portão de Istar e os três momentos da intervenção babilônica em Judá, que levaram ao cativeiro de Daniel, Ezequiel e de grande parte do povo judeu, culminando na queda de Jerusalém e na destruição do templo de Salomão em 586 a.C. É nesse cenário que a narrativa bíblica ganha profundidade. Os profetas haviam advertido que o exílio não era apenas fruto de fatores militares, mas consequência da idolatria e da injustiça da nação — e também anunciaram que Deus restauraria o seu povo. Diante de um rei angustiado por um sonho que não conseguia recordar, Daniel revela a estátua de ouro, prata, bronze, ferro e barro: o panorama dos reinos que se levantariam e a pedra cortada sem auxílio de mãos, que subsiste para sempre. Um percurso entre a história e a arqueologia, do Portão de Istar às escavações de Robert Koldewey, que confirma que Deus é o Senhor do tempo.
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