Esparta e Atenas: Os Dois Mundos que Formaram o Cenário do Novo Testamento
Desde os Dias Antigos
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Educational
Imagine voltar 500 anos antes de Cristo e caminhar pela Grécia: você encontraria duas cidades que pareciam mundos opostos. Esparta formava seus meninos para a guerra, ensinava a suportar fome, frio e dor, e organizava o poder em torno de dois reis, da Gerúsia e do Conselho dos Éforos — um modelo que muitos historiadores chamam de oligarquia. Atenas, voltada ao mar e ao comércio, fez nascer o debate, a filosofia de Sócrates, Platão e Aristóteles, o teatro e a matemática, e depois de reformas como as de Dracon, Sólon e Clístenes chegou à democracia — ainda assim elitista, patriarcal e escravista, com apenas cerca de 10% da população considerada cidadã. Este episódio do Desde os Dias Antigos mostra por que entender a Grécia é entender o mundo em que o evangelho foi anunciado. Alexandre difundiu a língua e a cultura gregas pelo Mediterrâneo, Roma conquistou a Grécia e adotou sua cultura, e o Novo Testamento foi escrito em grego koiné, o idioma mais conhecido da época. É nesse cenário que Paulo escreve aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas poder de Deus para os que são salvos, e que no Areópago apresenta o Deus verdadeiro a partir da própria cultura ateniense. Um percurso que revela o centro da fé cristã: o reino de Deus não se constrói pela força de Esparta nem apenas pela sabedoria de Atenas, mas pela cruz e pela ressurreição de Jesus.
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